terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pausa Poética

Quero ser chiclete...e espaçosa... tomar conta... de ti... de mim... dos livros... dos discos... do que possivelmente nem temos... mas e daí... desconstroem-se também...
sem medos...
sem metonímias...
e eu fico aqui... esperando... te criando... me recriando...
Em versos e verbos...
Verbos que te esgotam em mim... de todas as formas...
Fazemos poesia juntos...
Nossos olhos ficam aberto... nossas bocas participam da festa...
E o prazer é todo nosso...

PS: Madrugada de quarta para quinta... uma noite com gosto de todo resto... a poesia vigia-me... está à minha espreita... à nossa!!!
Ahhhhhhhh vida boa essa... feita de magia e poesia...
Um convite à redundância dos verbos... e um brinde... aos esgotados... ’transbordados’ de poesia e além... e apesar...
Pausa poética também é P.S. (...!!!)

Karine Capiotti

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Poema de Enlace

Teu olho no meu
Exige o cuidado
De se desfazer um laço
Bem devagar.
É ventura de perdição:
Quarto escuro
Dos objetos místicos.
Acarinha e devora,
No tato zeloso ou estabanado,
Deliciosamente.
Teu mistério me confunde
- E eu adoro,
Pois é droga que alucina,
Me consome numa briga
Que já não sei se sou
Desejo ou amor.

Jérsica Paes
(http://segredodecrisalida.blogspot.com/)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sem Pai

Muitas famílias
choram por pão
buscando trabalho
e um pedaço de chão

Muitas delas vivem
ao sul do planeta
aos pés de quem tem
fartura nas mãos

Essas pessoas
adoecem e sofrem
e até mesmo morrem
carentes de pouco

Pra toda essa gente
o passado é sombrio
o presente é tão frio
e o futuro é já morto

Ah, se a gente tivesse pai!

Ariane Sales
(http://arianevidaepoesia.blogspot.com/)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Frases Ecoantes

Ao som dos poemas de Hilda Hist musicados por Zeca Baleiro, a frase: "por isso foi tão difícil eu ir embora...quando deveria, como todos..." essa frase ecoa...grita dentro de mim...

É tão importante saber porque se fica, quanto porque se vai... E de repente tudo parece encaixar-se... fiquei, ficamos porque há um tempo de percepção para que esse tempo torne-se obsoleto em nós... somente...

A eloqüência dos prazeres da vida vai tornando-nos correntezas... e vamos de lá para cá e de cá para lá... mas o bom mesmo é fazer poesia... é viver em estado de prosa... questionar... tudo... vasculhar nossa alma, revirarmo-nos de cabeça para baixo... e sacudir... à procura do que não enxergamos...

Do que nossos olhos estão tapados?

De onde saem todas essas matilhas devoradoras de pensamentos...vorazes...? Lebres correm por meus jardins descobertos e receptivos... porque "a alma dos poetas não inflama"... arde, fica quente... insuportável, por vezes, é suportar a nossa "quentura interior"... por nada e por tudo, inclusive por conformismos... e nossas idéias quentes misturam-se às nossas dúvidas de que porque ficamos quando todos já tinham ido...

As cortinas foram fechadas... e o público, quando se dá conta de que o espetáculo findou-se, é porque naturalmente o ator saiu de cena... Desacomodam-se de suas breves cadeiras e partem... até que outras cortinas abram e fechem infinitamente...

E é assim... quando dei-me conta de que todos tinham ido... eles tiveram seus motivos... pode ser uma boa explicação e uma boa interpretação... uma delas... uma dessas...

O importante também é agora percebermo-nos inteiros e ali, naquele momento... somente... e é isso que vale...

Vale o pensar, o refletir... e vale pensar também que já ficamos... e o verbo é passado e esse não teve nenhuma mudança ortográfica...

Por conseguinte... sigamos...

Um abraço.

Karine Capiotti

22/01/2009 – madrugada de terça para quarta, 02:00...bela e inspiradora noite...momento inspirador vivo...é isso...O momento é tudo...

Amor Doente

Estou doente de amor!
A inapetência é meu cardápio predileto,
Cada dia a balança registra seu sucesso,
Carente de sua presença seco por dentro,
As energias se dissipam ao vento
E a fadiga toma conta de mim.

Suores e calafrios se alternam na excitação,
A febre me consome, ardendo intensamente.
Sinto dores no corpo, alma e coração.
Se me amasse assim na mesma proporção,
Não estaria à mercê deste amor doente.

A saudade dói profundamente,
Sai do âmago e toma todo o meu ser,
Sofro como louca, sucumbindo em meu manto
De chagas...

Quase morta, agonizando, questiono gemendo:
Porque este amor insano?

Hadassa Bergamo
(http://hadassabergamo.blogspot.com/)